A busca pelo corpo ideal pode comprometer a saúde
Por Renta Baboni

Na sociedade atual a oferta de serviços para moldar a aparência conforme os padrões efêmeros de beleza cresce assustadoramente. Academias
de ginástica, produtos de beleza inovadores, dicas da mídia para manter a boa forma, cirurgia plástica, salões de beleza são cada vez mais procurados. O que esses locais e produtos prometem? Saúde e beleza. Porém, muitas vezes as ações realizadas para alcançar padrões sociais de beleza podem trazer consequências negativas ao corpo e prejudicar a saúde.

Hoje a busca pelo corpo ideal é um imperativo. Não é raro que essa busca ultrapasse o limite do saudável e gere transtornos patológicos. A luta de cada pessoa para se transformar em algo que não é pode desencadear uma série de expressões doentias como a depressão, a síndrome do pânico e outras doenças psicossomáticas.

A prática esportiva exagerada

Na área das atividades físicas e da prática esportiva, é comum que a busca pelo corpo ideal leve a treinamentos excessivos e prejudiciais. Pessoas de diversas idades, em especial jovens, estão mais preocupados em atingir padrões de beleza do que em cuidar da própria saúde.

Quando o estresse provocado pelo exercício supera os limites do corpo, ultrapassando sua capacidade de adaptação, o treinamento pode se tornar excessivo. Um treinamento excessivo pode ocasionar um estado crônico de fadiga e queda do rendimento por incapacidade de recuperação. Tal quadro é conhecido como overtraining ou Síndrome do Supertreinamento. Nesse caso, há um declínio do desempenho, perda do desejo competitivo e de
entusiasmo pelo treinamento.

Além dessas, outras práticas prejudiciais à saúde na área esportiva são recorrentes, na perspectiva de idealização do corpo, como o uso de anabolizantes e das dietas radicais. A busca desenfreada por um modelo
ideal de corpo gera consequências negativas. Para que as atividades esportivas sejam saudáveis, antes de tudo, deves respeitar o corpo, os seus limites e as suas possibilidades; e não o tratar como objeto. O corpo não é uma máquina, ele é a nossa possibilidade de desenvolver a experiência humana.



Boa alimentação:
a base da saúde Divulgação
Por Ricardo Melani

Males súbitos, indisposição, dores de cabeça, fraqueza, gastrite, baixa resistência, esses podem ser alguns dos sintomas provenientes de uma alimentação inadequada. A persistência em um quadro de má nutrição diária pode levar ao desequilíbrio orgânico e ao desenvolvimento de doenças, como diabetes, hipertensão, osteoporose e graves problemas cardiovasculares.

A alimentação equilibrada, seguida de práticas de vida saudáveis, pode ser determinante para uma boa qualidade de vida. Os motivos são óbvios. Para as tarefas do dia a dia, um indivíduo precisa de nutrientes que possibilitam o funcionamento orgânico. Precisa desses nutrientes em quantidades dequadas. A escassez ou a superabundância deles são prejudiciais. O carboidrato, a proteína, a gordura, a vitamina, o mineral, a água e a fibra, cada elemento nutriente tem sua função no organismo.

Os carboidratos, presentes nos pães, cereais, biscoitos, massas e frutas, são fontes de energia. As proteínas, que estão nas carnes, nos ovos, no leite ou no feijão, na lentilha e no grão de bico, são essenciais na produção de anticorpos, na contração muscular e na reulação da pressão arterial e da circulação sanguínea. As gorduras animais e os óleos vegetais, embora devam ser consumidos moderadamente, também são importante fonte de energia, além de favorecer a assimilação de algumas vitaminas. As vitaminas e os minerais, que se encontram nas verduras, nos legumes e nas frutas, interferem na digestão,no sistema imunológico, na circulação sanguínea e em diversos processos metabólicos. A água é elemento fundamental para a circulação sanguínea, a digestão, a absorção de nutrientes e para outras funções do organismo.



A saúde começa pela organização da nossa vida. O nosso cotidiano deve possibilitar uma alimentação que inclua esse conjunto de nutrientes na medida certa. Estabelecer um hábito saudável nem sempre é fácil, por causa da nossa estressante vida de trabalho ou de estudo, e por causa das inúmeras solicitações que nos bombardeiam. Com a pressa, ficamos
muito tempo sem comer ou comemos alimentos que prejudicamnosso organismo, mas que estão à mão. Porcarias, pratos rápidos e frituras, que podem saciar momentaneamente a nossa fome, mas não nos alimentam como precisamos. Resultado: nosso desempenho no estudo, no trabalho ou em qualquer outra atividade é inferior ao que poderia ser; não vivemos
bem; e estamos sujeitos a desenvolver doenças que poderiam ser facilmente evitadas. Não há vida saudável sem boa alimentação.

Alimentação Saudável

1. Evite ficar muito tempo sem comer. Isso prejudica o metabolismo corporal, provoca gastrite e estimula a comer mais na próxima refeição. O ideal é realizar três refeições e dois lanches por dia. Não pular as refeições e não “beliscar” entre elas.

2. Escolha com cuidado os alimentos que você vai ingerir. Preste atenção à necessidade nutricional, à higiene e à forma de preparo. Evite consumo excessivo de sal, gordura, açúcar, refrigerantes, frituras e alimentos industrializados. Eles aumentam o risco de doenças.

3. Coma devagar, mastigando e apreciando bem os alimentos. Isso ajuda na digestão e ameniza a ansiedade compulsiva de comer muito.

4. Os alimentos com carboidratos, como pães, massas, arroz, milho, batata e mandioca devem ser o principal componente das nossas refeições.
Distribua seis porções desses alimentos entre todas as refeições.

5. Frutas, verduras e legumes devem estar presentes na nossa alimentação diária. Distribua três porções de frutas e três porções de verduras e legumes entre as refeições.

6. Carnes, aves, peixes e ovos são fontes importantes de proteínas, vitaminas e minerais. Inclua na sua alimentação três porções diárias
desses alimentos. Procure retirar a gordura em excesso da carne vermelha e as peles das aves. Cuidado especial com os peixes, que devem ser frescos.

7. Consuma uma porção diária de azeite de oliva. Utilize-o para temperar saladas. Evite cozinhá-lo, pois o azeite perde sua qualidade nutricional.

8. Evite refrigerantes e produtos industrializados. Prefira sucos naturais e alimentos naturais.

Exemplo de um prato com equilíbrio de nutrientes, para o almoço:

Uma hortaliça crua: alface, agrião ou rúcula.

Uma hortaliça cozida: cenoura, beterraba ou espinafre.

Um cereal: arroz, batata ou massa.

Uma leguminosa: feijão, soja ou grão de bico.

Uma carne: ave, peixe ou vaca.

Uma fruta: maçã, banana ou pêra.

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