Escolhendo o Futuro
Por Ricardo Melani

Escolhendo a escola

O que se deve ter em mente quando se escolhe uma escola do ensino fundamental? Em primeiro lugar, a formação que se pretende para a pessoa que vai frequentar a escola. Estamos falando de um indivíduo que está no início da sua trajetória de vida. A sua personalidade está em formação, assim como os seus valores também estão sendo construídos a partir da sua experiência de vida e da dos que estão à sua volta. O indivíduo está aprendendo a lidar com as pessoas e com as coisas do mundo; e ao mesmo tempo ele está se firmando como um ser que tem identidade.

Nessa medida, é importante estar atento à linha pedagógica da escola. Verificar se ela é apropriada. Se ela é compatível com os princípios éticos, morais e educacionais desenvolvidos em casa, pela família. Um segundo aspecto diz respeito ao conteúdo ensinado. O que é ensinado e qual é a qualidade desse ensino. A escola é bem-avaliada no sistema de ensino?

Outro aspecto tão importante quanto os anteriores é a capacidade técnica dos envolvidos no processo educacional. Como é a formação dos docentes da escola? Há estímulo contínuo da instituição do ensino em relação à formação dos próprios professores? Eles recebem um salário condizente com as responsabilidades de um capacitado educador? Além disso, a instituição tem uma equipe multidisciplinar de apoio ao aprendizado, com psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista, pedagogo e médico?

A estrutura também deve ser alvo de análise. As instalações e os equipamentos da escola devem possibilitar um seguro e eficaz desenvolvimento das atividades e dos conteúdos planejados. Isso significa
locais e materiais próprios para aprender e estudar (salas de aula), para brincadeira e lazer (parque e salas especiais), para esporte (quadra), para ler (bibliotecas), para comer (restaurantes); além de banheiros amplos e limpos.

Não esqueça: a educação é um dos bens mais importantes de um indivíduo e de uma sociedade. A escola deve estar à altura das responsabilidades educacionais.

Escolhendo a faculdade e a profissão

A escolha de uma faculdade é um momento delicado. Toda pessoa tem
em potência tendências, habilidades e gostos múltiplos. Reduzir essa multiplicidade a uma determinada área de ensino e de futura profissão não é nada fácil. A situação é ainda mais complicada porque a decisão deve ser feita em geral por um jovem no final da adolescência. Quando o mundo ainda está por ser descoberto pelo indivíduo, impõe-se a ele uma escolha tão importante para a sequência de sua vida.

Por causa disso, é preciso encarar essa decisão como importante, mas
não como absolutamente definitiva. Mudanças de áreas de estudo e de profissões são comuns. Trata-se de ajustes e adaptações que todos passam no transcurso de sua existência. Em relação à escolha propriamente dita, é preciso relativizar as pressões sociais e de mercado. A decisão de seguir essa ou aquela carreira não pode ser baseada única e exclusivamente nas possibilidades do mercado, no status social ou na perspectiva salarial que determinada profissão pode propiciar. Esses fatores contam, mas eles devem estar associados ao entusiasmo e ao prazer de estudar ou atuar na área profissional escolhida. Dito de outra maneira, a busca de felicidade não pode ser negligenciada. Ela deve ser um dos fatores decisivos na hora da escolha. Não há nada melhor do que viver e sobreviver fazendo algo de que se gosta.

Pelo que foi dito, a carreira mais promissora é aquela cuja principal atividade
é feita com prazer. Nesse sentido, não faltam boas possibilidades em qualquer campo de estudo. O estudante vai encontrar perspectivas nas
áreas de humanas, exatas e biológicas. Para se ter um exemplo, recentemente no Guia das Profissões da Folha de S. Paulo destacou 10 cursos recémcriados que tentam satisfazer demandas de empresas que buscam profissionais especializados. Nanotecnologia, engenharia de petróleo, jogos digitais, produção musical, educomunicação e gerontologia são algumas das novas carreiras. Mesmo as carreiras mais tradicionais
não param no tempo.



Elas vão se reciclando de acordo com as mudanças da sociedade. Por exemplo, hoje o direito ambiental é um campo amplo de trabalho.

Há cursos e carreiras para todos os gostos e tendências; mas, antes
de decidir por um deles, é preciso estudar a futura profissão. Quais
são as principais ações, funções e ocupações do profissional. Conhecer um pouco da história e da perspectiva futura da profissão. Pesquisar a grade curricular e as matérias que compõem o curso; e quais são as principais faculdades e universidades que o oferecem.

Escolhendo o Estágio

No último período, ano a ano tem crescido o descontentamento dos empresários em relação aos estagiários e destes em relação às empresas. Os primeiros reclamam principalmente da falta de compromisso dos futuros
profissionais e do baixo desempenho. Por sua vez, os estagiários acham que as empresas têm diretrizes atrasadas que frustram suas expectativas. Esse conflito latente acontece em um momento de expansão do número de vagas de emprego e de estágio.

Uma das possibilidades de se atenuar o choque de interesses e de gerações está nas mãos do candidato a um programa de estágio. Ele deve procurar uma empresa que esteja de acordo com a sua perspectiva de desenvolvimento profissional, que tenha um ambiente de trabalho
atraente para ele e que acrescente ao seu conhecimento e à sua qualidade
de vida.

Ou seja, o candidato deve procurar a vaga a qual vai se candidatar. Isso significa estudar o mercado e as empresas que oferecem vagas na área pretendida.

Prestar atenção na bolsa e nos benefícios oferecidos pela empresa;
bem como o período do estágio, o ambiente de trabalho, as exigências em relação às atividades que serão desenvolvidas e o perfil esperado do
estagiário.

Evitar erros em processos seletivos

Como a empresa dos sonhos geralmente tem filas de candidatos a vagas de estágio, procurar por essa empresa significa também buscar se qualificar e evitar erros comuns em processos seletivos. O primeiro deles
é exatamente não conhecer a empresa. Portanto, não saber se a empresa combina com seu perfil; nem saber dados básicos sobre ela, como quem é o presidente, quantos funcionários tem, qual é a área de atuação ou em quais países opera. Outro erro recorrente é exagerar e mesmo mentir no currículo, tentando-se passar por algo que não se é. Em geral, isso é facilmente detectado e pode provocar desastres quando a qualidade proclamada pelo candidato for cobrada. Por exemplo, o inglês fluente alardeado dá lugar a uma frágil capacidade de se comunicar nessa língua. Falar muito e mostrar-se superior na entrevista também não são bons
sinais para o entrevistador. Muitas vezes, eles são interpretados como sintomas de ansiedade e de petulância, características que o empregador quer evitar ou diminuir na empresa.

As mais cobiçadas

Quais são as empresas mais cobiçadas pelos jovens brasileiros? Segundo uma pesquisa da Universum, empresa de consultoria, estão no topo da lista:

Petrobras - www.petrobras.com.br/pt/quem-somos/carreiras/estágios

Google - www.google.com.br/jobs

Unilever - www.unilever.com.br/careers

Vale - www.vale.com/pt-br/carreiras/paginas/default.aspx

Nestlé - www.nestle.com. br/site/anestle/trabalhenanestle.aspx

Ambev - www.estagioambev.com.br

Itaú Unibanco - www.itau.com.br/programas

Coca Cola - www.cocacolabrasil.com.br

Banco do Brasil - www.bb.com.br

Bradesco - www.brtadesco.com.br/html/content/oportunidade/index.shtm

Mãos à obra.

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