Liga do Mackenzie faz 110 anos



Se forem considerados os anos do Mackenzie College, a Liga Atlética Acadêmica da Universidade Mackenzie tem 110 anos. Ela foi formada pelas atléticas para organizar os campeonatos internos e as representações
em eventos esportivos externos à universidade.
Cada atlética organiza seus eventos de maneira livre e participa dos campeonatos intercursos desenvolvidos pela Liga: Olimack e Intermack.
Além disso, são formadas seleções com atletas que se destacam para representar o Mackenzie em competições com outras ligas universitárias.
Atualmente existem oito atléticas no Mackenzie: Bioexatas; Arquitetura; Comunicação e Artes; Engenharia; Economia; Direito; Tecnologia; e LEP (Letras, Educação Física e Psicologia). A Olimack é a competição mais tradicional do Mackenzie. Ela está na 37a edição. Dela participam oito atléticas, que se enfrentam em um campeonato anual, que abrange competições das principais modalidades de quadra - basquete, futsal,
handebol e vôlei – e quase sempre as modalidades de tênis de mesa, atletismo, natação, futebol de campo, caratê, judô e jiu-jítsu. “Também há o Intermack, que visa a integração dos alunos da universidade”, afirma Fernanda Barbosa dos Santos, diretora de comunicação da Liga. Essa competição se realiza anualmente, durante três dias, em uma cidade do interior paulista. Em março deste ano, aconteceu o 8o Intermack, em Itapetininga. Entre atletas e torcedores, participaram do evento mais de mil estudantes.

 

RESULTADOS DO MACKENZIE

A forma de organização da Liga e o desenvolvimento de fortes competições internas propiciam a formação de seleções que têm bons desempenhos nos eventos esportivos externos à universidade. Para ser ter uma idéia, nos Jogos da Liga Paulista, antiga Liga ABC, realizados no primeiro semestre
deste ano, cinco atléticas do Mackenzie ficaram entre as dez primeiras equipes do evento, que contava com 39 equipes e aproximadamente
8 mil participantes. Segundo Leandro Augusto dos Santos Martins, presidente da Liga, é esse o real motivo da boa performance dos times do Mackenzie e não, como algumas críticas fazem entender, o programa de bolsa de estudos para atletas desenvolvido pela instituição: “A Liga não sai em busca de atletas, mas prioriza os alunos. As bolsas dadas não atingem
nem metade dos atletas. Quem joga são os alunos da universidade e é isso o que faz o Mackenzie ir bem nas competições. Há um espírito mackenzista
presente nos nossos times.”

COMO FAZER AVANÇAR O ESPORTE UNIVERSITÁRIO

Com tantos anos de experiência, os atuais dirigentes da Liga têm muito a
dizer sobre o esporte universitário. “Falta compromisso das pessoas organizadoras e patrocínio. Há muito trabalho sendo feito em várias universidades, mas falta investimento e apoio governamental”, disse Carlos Augusto Arruda, vice-presidente esportivo da Liga. Carlos ainda defende a formação de um colegiado com representantes das universidades para
melhor organizar o esporte universitário. Leandro acha que um esporte universitário forte possibilitaria um desempenho também forte nas Olimpíadas. Mas, para isso, afirma que é necessário investir no atleta: “O
atleta universitário, como acontece nos Estados Unidos, deveria ter tudo dentro da universidade: estudo, alimentação, treino. O que não acontece
aqui. O sustento, o estudo e o treino são coisas separadas. Então, há muito atleta universitário que só pode treinar depois do trabalho e depois do estudo. Ou seja, começa o treino às 23 horas e vai até 1 ou 2 da manhã.” Essa realidade impede de competirmos de igual para igual com as equipes de outros países. Os dirigentes analisam a realidade precária do esporte universitário brasileiro, mas não deixam de ter esperança. “Agora parece que haverá apoio do COB, para o esporte universitário e os jogos estudantis; além disso, a Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo também está apoiando o esporte universitário por meio dos JUP”, afirmou Carlos.

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