Competição da Liga Universitária cresce a cada ano
AMANTES DO ATLETISMO SE UNEM PARA LUTAR CONTRA DESVALORIZAÇÃO E O ESQUECIMENTO DESSA MODALIDADE
ESPORTIVA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

Atletas-estudantes disputam prova organizada pela Lupaa

Duzentos alunos-atletas das mais diferentes entidades de ensino participaram da competição promovida pela Liga Universitária Paulista de Atletismo Amador (Lupaa), na pista do Ibirapuera, em São Paulo. O evento, realizado em meados de abril, faz parte de um calendário esportivo, composto por quatro competições, duas em cada semestre do ano, e tem como finalidade desenvolver o atletismo em nível universitário.
A iniciativa de formação da liga foi de um grupo de estudantes que gosta de esporte e que critica a ausência de um calendário esportivo bem-estruturado elaborado pela FUPE. Em 2004, esse grupo se reuniu e fundou a Lupaa. Desde então, a participação dos universitários nas competições tem aumentado, assim como o nível técnico dos atletas.
A primeira etapa desse ano contou com a participação das faculdades da USP, Medicina, Poli, Direito, Química, Odontologia, Farmácia, Física, ECA e FEA; da Medicina da Santa Casa; da Unicamp; do Direito do Mackenzie; do Direito da PUC-SP; da Medicina de Santos; da Educação Física da FMU; e da Medicina de Ribeirão. Há uma disputa ferrenha entre aequipe do Direito do Mackenzie, Bicampeã Geral da Taça Cidade de São Paulo, e a atual campeã, a FEA da USP, pela hegemonia da competição. Com poucos anos de vida, a prática da Lupaa já é um exemplo, ainda que modesto, de como o esporte universitário pode se desenvolver no país: basta investimento e organização.

Esporte e universidade: uma parceria que dá jogo

Essa situação precária do atletismo universitário pode ser estendida aos outros esportes, e denuncia a fragilidade do esporte universitário. Quando vamos seguir os passos já há muito realizados por países como Cuba e EUA? Quando o esporte universitário será levado a sério?
O governo e as instituições de ensino superior ainda investem muito pouco na formação de atletas e no incentivo ao esporte, em especial no incentivo ao atletismo universitário. Uma boa política universitária, somada a um trabalho de base competente no ensino infantil, fundamental e médio, poderia trazer, em primeiro lugar, muitos benefícios à população brasileira, e, em segundo, aumentar o número de atletas de alto nível.

Classificação geral da primeira etapa da competição
Classificação Masc. Fem. Total
       
1° Medicina USP 116 113 229
2° FEA – USP 95,5 100 195,5
3° Poli-USP 87 37 124
4° Medicina Santa Casa 40 36 76
5° Medicina Santos 35 38 73
6° Direito – USP 37 30 67
7° Unicamp 35 25 60
8° Direito – Mackenzie 35 11 46
9° IME – USP 38 0 38
10° Química – USP 5 28 33
11° Odontologia – USP 0 32 32
12° Direito – PUC 12 20 32
13° Educação Física – FMU 21 0 21
14° Medicina Ribeirão 19 0 19
15° FFLCH – USP 14 0 14
16° Comunicação – Mackenzie 0 12 12
17° Farmácia – USP 0 7 7
18° Engenharia – Mackenzie 6 0 6
19° Física – USP 2 0 2
20° ECA – USP 0,5 0 0,5

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